Terça-feira, 16 de Março de 2010

As contas

A Ongoing registou lucros de 44 milhões de euros em 2009 e tem activos de valor superior a mil milhões de euros. O lead da notícia, de uma notícia independente e rigorosa do ponto de vista editorial, é este e não o passivo de cerca de 600 milhões, idêntico ao registado em 2008.

Pago para ver qual será o lead das noticias de amanha sobre as contas da Ongoing nos jornais que tanto gostam de apregoar a independência. Ou será que, desta vez, esta matéria já não interessa!? 

publicado por concorrenciaperfeita às 23:04
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O que é a Ongoing?

Depois da prestação de Nuno Vasconcellos na Comissão de Ética, será que perguntas como 'O que é a Ongoing?', feitas regra geral por ignorância ou má-fé, já estarão respondidas!?

O Presidente da Ongoing, grupo proprietário do Diário Económico, do qual sou director, foi claro, objectivo e directo. E disse verdades que nunca ninguém ousou dizer. Quais? A Impresa, dona da SIC e do Expresso, nunca deu um euro de dividendos aos accionistas e vale hoje menos de metade do que valia há dez anos. 

Qual será o tratamento editorial que estes dois órgãos de comunicação darão a esta afirmação? Pago para ver a independência que tantas vezes é apregoada.

publicado por concorrenciaperfeita às 22:56
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Segunda-feira, 8 de Março de 2010

O PEC

O programa de estabilidade e crescimento é esforçado, revela uma tentativa séria de contenção da despesa, mas acaba por ceder à tentação do aumento de impostos, quando o país precisa é de uma redução efectiva da despesa. 

São pedidos sacrifícios aos portugueses, à classe média e alta, mas não ao próprio Estado, nas despesas de funcionamento.

Os funcionários públicos, que, convém lembrar, têm o emprego assegurado, não vão ser aumentados até 2013, o que me parece uma medida correcta. 

 

Duas notas: a trajectória de redução do défice não é compatível com a redução da dívida pública, que continua em torno dos 90% do PIB; o PEC não revela políticas de promoção do crescimento e do emprego.

 

 

publicado por concorrenciaperfeita às 18:21
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O Dia da Mulher

A eurodeputada Edite Estrela considera que a nomeação de uma mulher para governadora do Banco de Portugal seria uma demonstração de modernidade do país. Aqui está uma demonstração de provincianismo do país: em vez de se exigir um(a) governador de competência inquestionável, pede-se uma mulher, porque é mulher. É precisamente por argumentos como este que a celebração, hoje, de um dia internacional da mulher acaba por ser a pior das formas para promover as competências do sexo feminino.

publicado por concorrenciaperfeita às 01:24
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Domingo, 7 de Março de 2010

A razão de Sarkozy

O Presidente francês está, mais uma vez, à frente dos seus pares, particularmente da chanceler alemã. Os silêncios ambíguos da Alemanha relativamente à situação grega são a pior das opções. Não é possível deixar cair um país do euro, porque isso é condenar a moeda única. Mais, o próprio projecto europeu, porque foi na economia que a Europa conseguiu, apesar de tudo, dar passos em frente. Na esfera política, como se vê pelo Tratado europeu, nem por isso.

publicado por concorrenciaperfeita às 17:11
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Quinta-feira, 4 de Março de 2010

O PSD e as ideias

“O PSD precisa de ideias e de um programa”. A afirmação é de Vasco Pulido Valente, ontem, em entrevista ao Diário Económico.

Foi esse o desafio colocado aos três candidatos à liderança do PSD, na conferência promovida ontem em Lisboa sobre ‘O futuro de Portugal'. A resposta de Pedro Passos Coelho, José Pedro Aguiar-Branco e Paulo Rangel foi, reconheça-se, positiva. Os três candidatos apresentaram mais ideias para o país do que propriamente um programa, mas acrescentaram novas reflexões, e diferenças claras em relação à política seguida pelo actual Governo. Vamos por partes: A conferência de ontem promovida pelo Diário Económico revelou três candidatos com um perfil claramente diferente e, mais do que isso, em posições de partida diferentes nesta corrida à liderança do PSD... e do país.

Pedro Passos Coelho é hoje, medido ‘apenas' pelo desempenho público em entrevistas e conferências, o candidato mais próximo da vitória. Trabalha há mais de dois anos para esta batalha interna, tem um discurso focado, o mais liberal dos três em matéria económica (veja-se o caso das privatizações), consistente e, também por estas razões, é o que menos arrisca. O que menos arrisca nas medidas e nas ideias, porque está à frente nas sondagens e pode jogar agora para o empate.

José-Pedro Aguiar Branco é um homem com perfil de Estado, tem uma forma de estar e de gerir a política adequada à função que se espera de um primeiro-ministro. E exemplo disso foi, também, a forma como geriu, nos últimos meses, um grupo parlamentar saído de uma derrota eleitoral. Quer ‘unir' o partido e ser um candidato consensual, mas, tendo em conta o que se viu até agora, é o que está em situação mais difícil. E, das propostas que apresenta, ressalta claramente a ideia de que seria um grande... ministro da Justiça.

Paulo Rangel, uma espécie de ‘outsider' desejado pela actual direcção do partido, é provavelmente o principal adversário de Pedro Passos Coelho. Por feitio (ou defeito), empolga-se e empolga quem o ouve e tenta apresentar, mais do que outros, um programa de Governo. Arrisca, com medidas polémicas, e mobiliza. O que poderia ser uma vantagem, isto é, falar de saúde, de educação, de economia e finanças, até de agricultura, revelou-se já uma desvantagem. A ideia de um Ministério do Planeamento, e mais governantes, num momento em que defende menos Estado, é uma contradição nos termos.

No final da manhã de uma conferência única, que juntou os três candidatos pela primeira vez nesta campanha partidária, ficaram pelo menos duas conclusões: em primeiro lugar, o PSD estará melhor com um novo líder, mais bem preparado para ser uma alternativa ao actual Governo, qualquer que venha a ser a escolha dos militantes social-democratas. E o país não vai cair, obviamente, no vazio de poder; Em segundo lugar, nenhum dos três candidatos está ainda à altura, política, de convencer o Presidente da República e os portugueses a mandarem Sócrates para casa. Ainda têm muito trabalho pela frente para serem uma verdadeira alternativa política. Hoje, não são.

Bem sei que o lugar faz o líder e já assistimos a vitórias surpreendentes, mas o que está aqui em causa é a possibilidade de o PSD ser chamado a eleições no curto prazo. Face ao que se sabe hoje, mesmo com o desgaste político inerente a cinco anos de governo, à maior crise económica e financeira da história democrática do país e aos casos que tocam directamente no primeiro-ministro, como o Face Oculta, nenhum dos três candidatos revela para já a capacidade para derrotar Sócrates nas urnas. E é esse o seu principal trunfo político.

publicado por concorrenciaperfeita às 10:00
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