Terça-feira, 28 de Dezembro de 2010

Um ataque de carácter

O resultado das eleições presidenciais do próximo dia 23 é o segredo mais mal guardado do País. A questão não é saber se Cavaco Silva ganha, a questão é saber ganha à primeira volta, e por quantos. Não obstante os erros e omissões de Cavaco nos primeiros cinco anos em Belém, é o melhor candidato, é, arrisco mesmo dizer, o único verdadeiro candidato. O PS já percebeu isso há muito tempo e passou agora para uma estratégia que criticou duramente quando o alvo foi José Sócrates: o ataque de carácter.

Cavaco Silva vai ter de ser outro Presidente, vai mudar não só porque vai entrar num segundo mandato (não renovável), como também porque a situação económica e financeira, social e política exigirão um intervencionismo activo, muito mais do que palavras. Como se viu no primeiro mandato, as palavras levou-as o vento, e a indisponibilidade do Governo para as ouvir e seguir. Não bastará a Cavaco afirmar que sabe muito de economia e finanças e que é professor catedrático. Isso não nos tirou da crise, como se sabe. No único momento verdadeiramente importante destes debates televisivos – que não interessaram nem ao menino Jesus, a avaliar pelas audiências – Cavaco falou alto e disse que se o FMI entrar em Portugal, é porque o Governo falhou. Sem mais, sem desculpas dos mercados, do euro ou da crise internacional.

A 48 horas do único debate relevante, com Manuel Alegre, o PS passou ao ataque. Pela voz de Edite Estrela, e obviamente comandada pelo secretário-geral do partido, acusou Cavaco Silva de falha de carácter. Questionando-o, outra vez, sobre uma operação que terá feito, com mais-valias, com acções da SLN, a antiga accionista do BPN banco entretanto nacionalizado. A acusação não é nova, Cavaco foi obrigado mesmo a fazer um comunicado para dar explicações. E terão ficado esclarecidas, porque o PS não voltou a tocar no assunto, até agora. Cavaco, é claro, tem de dar explicações sempre que lhe são solicitadas, e não pode correr o risco de ficar intimidado com os ataques de carácter. Mas, será que o PS e Manuel Alegre, eventualmente não por esta ordem, não têm mais críticas a fazer ao primeiro mandato presidencial?

Os ataques, este tipo de ataques, não são bonitos, como não foram os ataques ao primeiro-ministro por razões pessoais e conversas privadas. Mas são o reconhecimento, do PS, que o ‘homem do milhão de votos’ em 2006 foi uma aposta errada, no momento errado. E será a primeira derrota política de um ano que se adivinha, no mínimo, difícil para José Sócrates.

publicado por concorrenciaperfeita às 23:03
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Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2010

A força do futebol

A crise da dívida soberana em Portugal e em Espanha segue dentro de momentos... já às 16.00 horas se a candidatura ibérica perder o mundial de 2018, na próxima semana se ganhar.

Dito isto, sou dos que apoia a candidatura e a sua importância para o País.

publicado por concorrenciaperfeita às 11:04
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