Domingo, 18 de Setembro de 2011

Era óbvio e evidente...

A Caixa Geral de Depósitos entrou em ebulição e ainda não passaram sequer dois meses sobre a tomada de posse do novo conselho de administração, com um novo modelo de governação que, estava à vista de todos, tinha tudo para não dar certo..

O que começa torto, tarde ou nunca se endireita, já diz o povo. É o que se passa no banco público, e não era necessário que se passasse assim. Mesmo a escolha de um modelo com um ‘charmain’ e o presidente executivo – discutível quando o banco tem apenas um accionista – poderia até fazer sentido nesta fase de transformação do que é o universo Caixa, com seguros e saúde para vender… Se Faria de Oliveira, o ‘charmain’, ficassse apenas com essa incumbência e seguisse, por exemplo, o modelo de Henrique Granadeiro na PT.

Cedo se percebeu, contudo, que os riscos, já evidentes, passaram a ser um problema de facto. E não é por causa das nomeações de administradores próximos do PSD e do CDS, porque Nogueira Leite e Fernandes Thomas têm um ‘curriculum’ que fala por si, e não pelos partidos que sustentam o Governo. Mas é por causa da ambiguidade das funções e competências.

Alguém sabe quem é o presidente executivo da Caixa? Não, porque, na prática, continua a ser Faria de Oliveira, e não José de Matos, o homem que veio da administração do Banco de Portugal. E ainda há Jorge Tomé, Nogueira Leite e Norberto Rosa, para referir os mais influentes, de facto e de direito.

Esta história não vai acabar bem, e a questão é saber se vai ser o ministro Vítor Gaspar a pôr um ponto final neste modelo ou se algum dos protagonistas vai bater com a porta e abrir espaço a um novo modelo de governação.

 

PS1: Alberto João Jardim omitiu às autoridades do País uma despesa da ordem dos mil milhões de euros contratada durante anos, para sustentar o que o próprio classificou de ‘milagre madeirense’. A gravidade das decisões de Jardim não acaba nas consequências financeiras, para as contas do País e para a vida tributária dos portugueses, madeirenses incluídos. Começa aqui e prolonga-se para a esfera política: afinal, fez-nos ser iguais aos gregos. A semanas das eleições regionais João Jardim revelou-se inimputável; por isso é_tempo de Passos Coelho dizer o que pensa.

 

PS2: O Económico revelou na sexta-feira que a ERSE tem estudos preliminares que apontam para um aumento da tarifa da electricidade para as famílias superior a 30% em 2012. O regulador, Vítor Santos, optou pelo caminho errado: em vez de desmentir o Económico numa matéria que, sabe, é verdadeira,deveria ter aproveitado para fazer pedagogia e explicar aos portugueses porque é que as tarifas têm de aumentar tanto. As políticas económicas públicas têm sempre custos, mesmo quando não se reflectem no imediato no que pagamos. Dizem que só não escapámos da morte e dos impostos. Mas, no caso dos impostos, poderíamos escapar se em vez de tributar o contribuinte, as políticas públicas exigissem o pagamento ao consumidor.

publicado por concorrenciaperfeita às 22:13
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