Segunda-feira, 8 de Março de 2010

O PEC

O programa de estabilidade e crescimento é esforçado, revela uma tentativa séria de contenção da despesa, mas acaba por ceder à tentação do aumento de impostos, quando o país precisa é de uma redução efectiva da despesa. 

São pedidos sacrifícios aos portugueses, à classe média e alta, mas não ao próprio Estado, nas despesas de funcionamento.

Os funcionários públicos, que, convém lembrar, têm o emprego assegurado, não vão ser aumentados até 2013, o que me parece uma medida correcta. 

 

Duas notas: a trajectória de redução do défice não é compatível com a redução da dívida pública, que continua em torno dos 90% do PIB; o PEC não revela políticas de promoção do crescimento e do emprego.

 

 

publicado por concorrenciaperfeita às 18:21
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3 comentários:
De Paulo Morais Branco a 12 de Março de 2010 às 10:19

Não sendo propriamente especialista em matérias económico-financeiras, categorizo-me como interessado cidadão.

E ao ler este simples comentário relativo ao PEC sou obrigado a comentar com tudo menos um aspecto que me parece ser uma das pedras basilares da opinião expressa pelo autor.

Os actuais funcionários públicos não têm o emprego assegurado, convém lembrar. Não se pense que por dizer isto sou eu mesmo funcionário público ou com "eles" tenho alguma proximidade especial, porque não.

Mas aconselho o autor a ler as últimas novidades legislativas relativas às carreiras públicas para que se aperceba que o despedimento é já uma realidade na função pública, e inclusivamente já praticada, não se ficando pela letra da lei.

Portanto parece-me se elementar justiça acabar com o velhinho dogma do funcionário público para a vida.

Melhores cumprimentos


De Joaquim Gil a 17 de Abril de 2010 às 22:08
O Sr. Branco, não fazendo parte do funcionalismo público, nem a ele estar de alguma maneira ligado, está preocupado em lhe fazer a defesa, só que a evidência, não admite comparação, eu não tenho conhecimento de qualquer despedimento na função pública, salvo o processo disciplinar, e no privado, sei de muitos milhares, que já foram, e infelizmente, outros milhares que se seguirão


De Vasco C Santos a 11 de Maio de 2010 às 08:25
Gostava de perceber como é que em apenas 1 parágrafo se consegue contradizer...releva uma tentativa de redução da Despesa...mas deveria tratar pelo lado da Despesa???
Este Governo continua a governar para anuncios, e os menos informado continuam a acreditar em tudo o que leêm e ouvem. Economista que se preze e tenha "absorvido" o mínimo do que está no PEC, sabe perfeitamente que não chega...e fica muito longe do óptimo. E não o diz porque tem medo...não se percebe do quê...ou aliás até se percebe com a quantidade de enganos que se verificam correntemente nos Governos sucessivos pelo menos há 15 anos...pelo menos... Não é à toa que o actual PR reuniu com 10 ex-Ministros das Finanças (apesar de pessoalmente achar que politicamente foi um tiro no pé, já que o PS fica "livre" para apoiar M. Alegre). Dos ex-Ministros que reuniram com o actual PR, estão muitos "coveiros" das contas públicas, a começar com E. Lopes...e outros...
Em Portugal tem-se medo de falar, tem-se medo de executar, tem-se medo de decidir...é por isso que ainda existem aberrações economica-financeiras como o TGV. Quem opina deveria ler o relatório da RAVE e deveria tomar atenção ao que lá é apresentado. Alguns números, nomeadamente estimativas de número de passageiros a utilizar o TGV são pura fantasia, principalmente quando no resto da Europa com TGV, os números de utilização em termos proporcionais são substancialmente inferiores, e porque pelo preço de custo de uma viagem Lisboa-Madrid, a grande maioria de pessoas prefere ir de avião.
São estes elefantes brancos que um Pais pobre como Portugal não pode suportar, assim como a Despesa do Estado "gordo" que prolifera por cá! Não sou particularmente a favor das Privatizações, especialmente pelo facto de a receita prevista dessa venda, seja para abater cerca de 3% da Dívida Pública...recuperamos isso rapidamente...mas o Estado deveria emagrecer a Despesa e deveria pensar também a pensar em cortar em Despesa nomeadamente no sector da Educação e Saúde. Principalmente porque temos iniciativa privada suficiente, e capaz de assegurar bons serviços...


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