Quarta-feira, 20 de Junho de 2012

Dia E, de Espanha e de euro

 

O Governo espanhol vai formalizar hoje, no eurogrupo, o pedido de acesso à linha de crédito de emergência para a banca, um resgate encapotado, também, do País, no mesmo dia em que vai pedir emprestado até mais dois mil milhões de euros no mercado. Hoje, é um dia E, de Espanha e de euro.

A crise da dívida soberana, que já é também uma crise económica e social em muitos dos países da Europa da moeda única, já se percebeu, não se resolve com actos de magia, com cheques e intervenções, nem sequer com conselhos europeus extraordinários. Mas percebe-se outra coisa: os líderes europeus começaram, primeiro, a falar da necessidade de maior integração económica, depois, de maior integração orçamental, ainda de maior integração política e, finalmente, de uma integração da supervisão bancária.

Tudo somado, a Europa do euro só poderá dar um salto em frente quando puser definitivamente de lado a hipótese de um 'divórcio', como escreveu ontem Martin Wolf no "Financial Times". Os europeus estão a viver um crise do casamento, mas estão, ao mesmo tempo, absolutamente aterrados com os riscos que se colocam - e que ninguém consegue verdadeiramente medir - em caso de separação.

A alternativa, essa, terá de ser assim construída, rapidamente, com decisões que permitam que, numa primeira fase, existam mecanismos de controlo mútuo, e eficazes, de decisões políticas tomadas em cada país. De uma vez por todas, não é possível, ao mesmo tempo, pedir solidariedade europeia, e tudo exigir à Alemanha, e nada querer ceder, desde logo soberania.

 

PS 1: Em dia de jogo decisivo para Portugal no campeonato da Europa, justifica-se uma palavra sobre outro, o Alemanha/Grécia, que se realiza amanhã. Fernando Santos e a sua equipa parecem ter uma missão maior, a de ajustarem contas políticas e económicas com a senhora Merkel. O que vai estar em causa na sexta-feira é apenas, e só, um jogo de futebol.

 

PS 2: A ERC decidiu o que já se sabia. Não há culpados no caso Relvas, porque nada se consegue provar. Não é, infelizmente, o pior. O pior é que o resultado da votação do conselho directivo (três votos a favor e dois contra) mostra uma partidarização total de um conselho que, assim, não regula nem se deixa regular.

publicado por concorrenciaperfeita às 22:45
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