Quinta-feira, 8 de Novembro de 2012

Yes, we don't care...

 

 Os norte-americanos vão hoje a votos depois de elegerem em 2008 o homem que estava destinado a mudar o futuro dos EUA e do mundo. Não mudou, porque não pôde, porque não quis. A verdade é que, quatro anos depois, os americanos perderam a esperança no 'yes, we can' e os europeus a ilusão de que a saída da crise da zona euro, que 'nasceu' nos EUA, poderia passar por Obama e pela recuperação da economia americana.

O problema não será, seguramente, apenas da incapacidade de Barack Obama em mudar os EUA e menos ainda o mundo. Há quatro anos, os americanos escolheram o primeiro presidente negro da história, pelos seus méritos, pela sua aura, pela sua capacidade de mobilizar, mas sobretudo porque queriam os republicanos fora da Casa Branca. Foi um cartão vermelho a Bush, que não foi a votos, mas deixou uma herança pesada. Há quatro anos, os cidadãos do mundo também 'votaram' em Obama, e criaram expectativas, excessivas como se provou, sobre a capacidade de intervenção do novo presidente.

Os europeus, milhões, participaram na campanha eleitoral norte-americana como nunca o tinham feito. Foi o 'efeito-Obama', também porque foi em cima do início da crise financeira nos EUA e que, cedo se percebeu, atingiria necessariamente a Europa e a zona euro. Os desequilíbrios na Europa já existiam, mas o 'sub-prime' e a falência da Lehman Brothers evidenciaram-nos.

Se a votação fosse na Europa, é certo, Obama ganharia as eleições com maioria absoluta. E se fosse em Portugal, a vitória seria ainda mais esmagadora. Certamente porque os europeus não vivem nos EUA e porque Obama é, na Europa, uma estrela-rock. Os europeus esperavam muito de Obama na economia e esperavam ainda mais da política externa. Esperaram demais, porque a economia está estagnada e o défice público é astronómico e porque o discurso de potência colonizadora mudou, mas a realidade mudou pouco. Guantánamo continua a existir, e as atrocidades de que Bush foi acusado continuam a existir.

Obama herdou uma economia à beira do precipício e, passados quatro anos, conseguiu dar dois passos atrás. Não é pouco, mas sabe a pouco: aos norte-americanos, como se depreende das sondagens das últimas semanas, porque, hoje, o resultado destas eleições é totalmente imprevisível; e aos europeus, que, afogados na sua própria crise, voltaram-se para si mesmo. Os EUA e a Europa, particularmente a da zona euro, provavelmente nunca estiveram tão afastados. E, qualquer que venha a ser o próximo presidente, esta realidade não só não vai mudar, como vai acentuar-se. Yes, we don't care...

 

BCP descobriu um BPN dentro de casa

 

O Millennium bcp descobriu que tem um BPN dentro de casa. A operação do banco presidido por Nuno amado na Grécia é um buraco sem fim à vista e está a custar centenas de milhões em resultados. Amado herdou este problema, mas está a demorar demasiado tempo para pôr fim àquela operação. A única solução desejável é vender o banco na Grécia, a única solução possível deverá ser mesmo o seu encerramento. Mas quanto mais tarde esta decisão for tomada, mais custos terá.

publicado por concorrenciaperfeita às 22:06
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