Quarta-feira, 21 de Agosto de 2013

Dois galos para um poleiro

O processo de fusão da Zon e da Optimus está prestes a ultrapassar o crivo da Autoridade da Concorrência e, agora, Isabel dos Santos e Paulo Azevedo vão ter de decidir finalmente qual é o gestor que ficará à frente da nova companhia. São dois galos - Rodrigo Costa e Miguel Almeida - para um poleiro.
A escolha do presidente-executivo da nova 'zonaecom' é mais importante do que parece, porque se trata da escolha de um gestor que vai ter de gerir dois accionistas fortes e com culturas próprias, e diferentes, mas idênticas num ponto: estão habituados a mandar e, neste caso, sobretudo a Sonae, porque Isabel dos Santos tem preferido proteger-se, em Portugal, da exposição que sempre tem a nomeação de um CEO de confiança pessoal.
A nova companhia será um adversário de peso para a PT, que, ainda por cima, andará concentrada no processo de fusão com a Oi, que vai concretizar-se mais cedo ou mais tarde. Mas só será possível tornar-se um concorrente de facto se estes dois accionistas estiverem totalmente alinhados na estratégia e na táctica, no fundo, na gestão estratégica e corrente, a de dia-a-dia, se a relação de forças for equilibrada, e de confiança, coisa que passará, e muito, pelo nome que for escolhido para presidente-executivo.
Rodrigo Costa e Miguel Almeida são as alternativas possíveis.
O presidente da Zon é um gestor com experiência e competências comprovadas, é até um mal-amado, injustamente, quando comparado por exemplo com Zeinal Bava, um gestor de referência. Foi um defensor, desde o início, desta fusão e, perante o ataque de peso da PT com o Meo, conseguiu o que parecia impossível: aumentou receitas, reteve clientes e abriu novos mercados para a empresa. É reconhecidamente um gestor independente.
O presidente da Optimus é um gestor com menos experiência, mas com competências igualmente comprovadas. A Optimus foi resistindo ao que parecia um fim inevitável - mesmo tendo em conta as 'ajudas' do regulador para evitar o chamado efeito-rede -, tem um peso expressivo a Norte e conseguiu um entendimento com a Vodafone para o investimento partilhado na fibra. É, reconhecidamente, um gestor-Sonae.
Esta escolha ditará a relação de forças dos dois grupos na nova companhia, por isso mesmo, a escolha deveria recair no gestor que garante uma maior independência face aos accionistas, mesmo que a solução possa ser a de transição a prazo, repetindo, por exemplo, o modelo de CEO e 'deputy CEO' que foi seguido pela PT quando se verificou a passagem de poder de Henrique Granadeiro para Zeinal Bava.
publicado por concorrenciaperfeita às 08:00
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