Sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2014

A nova vida da Zon Optimus

 

A nova Zon Optimus apresenta hoje o que vai ser a sua nova vida, depois de quatro meses de um processo de reorganização interna decorrente da fusão de duas empresas com culturas empresariais diferentes, um eufemismo para a clarificação de poderes dentro da empresa que tornou claro o poder efectivo de Miguel Almeida, o homem que veio da Optimus, e para a definição do que vão ser as prioridades da empresa.

O mercado das telecomunicações continua a ser dos mais activos, dinâmicos e concorrências. E a nova Zon Optimus - a marca vai mudar nos próximos meses - apresenta-se como um concorrente efectivo de uma PT que está no meio de um complexo processo de fusão com a brasileira Oi. E esta é a primeira, e talvez mais importante, vantagem competitiva de Miguel Almeida, num negócio em que o tempo é dinheiro.

Quando a nova administração da Zon Optimus tomou posse, os accionistas Paulo Azevedo e Isabel dos Santos esforçaram-se por vender a ideia de que existiria um poder partilhado entre as duas correntes, entre os administradores Sonae e Zon. Não foi preciso esperar muito tempo para perceber quem, afinal, manda. A saída prematura de Luís Lopes (ex-Zon) da vice-presidência executiva foi a prova de que era necessária uma clarificação. Como em qualquer organização, é importante saber quem manda. O equilíbrio fino entre accionistas com personalidade forte vai continuar a ser protegido, mas o poder de gestão da Zon Optimus pende para a Sonae e é de Miguel Almeida.

A prioridade estratégica da empresa para os próximos cinco anos tem também a marca de água da Optimus. É verdade que na televisão por cabo a posição da companhia é mais defensiva, e vai ter sobretudo o objectivo de garantir a venda de serviços de convergência aos que já subscrevem a Zon. Já na área empresarial, a estratégia será claramente agressiva, porque é um mercado com potencial de crescimento, e também porque foi aí que Miguel Almeida mostrou as suas competências. Sobra a internacionalização, particularmente em África, e aí será a vez de Isabel dos Santos impor a sua força.

Uma coisa é certa, no meio desta guerra, que será também de preço, e na qual a PT/Oi e a Vodafone serão testadas, ganhará o consumidor.

 

PS: Mário Figueiredo é hoje um homem sitiado, tomou conta da Liga de Clubes como se fosse sua, não apresenta contas, recusa sair, mas acaba por ser uma triste imagem do que é hoje o futebol português. O País está a fazer um ajustamento, que continuará necessariamente no pós-'troika', a Liga já perdeu milhões em patrocínios, mas - com o apoio implícito do Benfica por razões puramente políticas - continua a apostar na ideia de que a centralização das transmissões televisivas e o jogo online serão a salvação dos clubes, melhor, da própria Liga. Já alguém fez contas ao número de espectadores por jogo entre o clube que tem mais espectadores e o que tem menos, em média durante esta época? O Benfica tem 33.502 espectadores, o Nacional tem, em média, 1.700 por jogo. E se excluirmos o Porto e o Sporting, todos os outros têm assistências abaixo dos dez mil espectadores por jogo. Se os adeptos não vão aos estádios, quem é que estará disposto a pagar para ver o jogo na televisão?

publicado por concorrenciaperfeita às 07:00
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